SONIA HIRSCH, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL SEM RADICALISMO, Plantar em Casa

Festa de 5 anos da Horta Comunitária da Saúde com visitas ilustres.
A jornalista e escritora Sonia Hirsch deveria ganhar uma medalha por bons serviços prestados à população brasileira. Desde 1976, ela estuda sobre alimentação, medicina natural e oriental. Já lançou mais de 20 livros, clássicos como “O melhor da festa” e “Só para mulheres” . O mais recente lançamento – “Amiga Cozinha” – encerra uma trilogia iniciada por “Meditando na cozinha” e “Paixão emagrece amor engorda” e reúne crônicas publicadas em revistas durante as últimas décadas.

Paulista, a escritora atualmente mora num sítio na Região Serrana do Rio de Janeiro, rodeada por árvores, hortas, gatos e banda larga de internet. Vontade de abrir um restaurante? Nenhuma. “Restaurante escraviza, não dou para isso. E sou bicho de toca. Gosto de ficar em silêncio. Estou adorando ter encerrado as crônicas, porque pude mergulhar em trabalhos de mais fôlego. Tenho dois livros em processo. Mais o blog e o site e a marca Corre Cotia. Jogo nas 11, ralo muito, mas trabalho em casa, na boa, sem stress, feliz”, conta ela via e-mail.

Apesar de assuntos como alimentação saudável e produtos orgânicos estarem na ordem do dia, Sonia não é otimista em relação à conscientização do povo brasileiro sobre isso. “A média da população poderia estar comendo melhor, até porque isso virou tema de horário nobre. O vegetal entrou na moda, o orgânico é a commodity ligada a ele. O Ministério da Agricultura lançou uma cartilha do Ziraldo enaltecendo o produto orgânico e dando uma ripadinha nos transgênicos. Isso mostra que o agronegócio orgânico pode ser muito interessante para o Brasil, que afinal é um país agrícola. Peso por peso, a salsinha orgânica vale mais do que a carne. Mas ao lado, muita coisa ruim vai para as prateleiras com o rótulo ‘saudável’. E são tantos os produtos industrializados nos carrinhos de compra que, sinceramente, acho que a maioria continua comendo de mal a pior”, desabafa.

A jornalista não é radical. Ela acredita que numa dieta saudável é possível “enfiar o pé nada jaca de vez em quando”. Questionada sobre seu vilão na alimentação, Sonia é enfática: “O açúcar. Tudo o que é feito com ele, tudo o que o imita. O sabor doce vicia, dá compulsão, obriga a gente a comer coisas e mais coisas que se transformam rapidamente em glicose”, explica Sônia que se pudesse levar apenas um alimento para uma ilha deserta, optaria por castanhas de caju. “Fresquinhas, recém assadas e sem sal”, descreve. A dica é valiosa, tratando-se de uma das maiores pesquisadores em alimentação saudável do Brasil.
Entre os assuntos abordados no livro, as panelas ganham destaque. As panelas de pedra-sabã são suas preferidas. “É um tempo de cozimento que combina com o meu. As de ferro grosso esmaltado, geralmente européias, vêm depois. E as de inox, grossas, para jogo rápido. Não deveríamos usar as de teflon”, recomenda.

“Amiga cozinha” traz várias receitas, dentre elas a de salada de bacalhau. Veja receita:

Salada de Bacalhau

 

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